Visões 3 – Pesadelos
Ana corre, mas não sai do lugar. O medo, absurdo, medo de nada, medo de tudo. Perseguida por algo que não sabe o que é; algo que seus olhos não conseguem definir.
Ana acorda do pesadelo, ensopada de suor, a sensação ruim de que algo está pra acontecer. La fora a chuva cai pesada. Está sozinha em casa, sua amiga está de plantão. Liga a TV para tentar esquecer-se do que sentira durante o sono, adormece no sofá para mais um pesadelo conturbado.
Desta vez se vê em uma sala branca de paredes acolchoadas, o excesso de silencio provoca um incômodo zumbido no ouvido da pobre garota. O silencio é quebrado quando a porta atrás de Ana se abre e fecha rapidamente, jogando dentro do quarto um homem, cabelos ruivos, olhos verdes, olhar vítreo.
O estranho homem estava nu, sua expressão dava a impressão de que seu corpo não obedecia a sua mente. Aproximou-se da moça, sem dizer uma palavra, a segurou com força e arrancou sua roupa. Ana sentia medo, mas pouco tinha de controle sobre si mesma, sentia-se dopada.
Violentada pelo homem, sem ter como reagir, seu coração acelerava de tal forma que ela podia jurar que conseguia vê-lo pular através de sua carne. O crime foi rápido, não durou mais que 5 minutos. Ao final Jonas largou o corpo de Ana ao chão e se foi, tão robóticamente quanto entrou.
Respiração ofegante, suor, medo e tristeza. Ela sentiu um misto de tudo quando acordou do pesadelo. Ou seria uma lembrança?